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Por Maria Cândida Del Masso

As reflexões acerca do envelhecimento humano encontraram espaço para debate tanto no meio sociocultural como no ambiente acadêmico mediante as ações da Universidade Aberta à Terceira Idade (UNATI).

A mobilização em torno do tema é uma constatação dos mais recentes estudos e pesquisas a respeito do desenvolvimento populacional no mundo e no Brasil, que indicam um aumento significativo da população que envelhece atribuído aos avanços da medicina, à melhoria da qualidade de vida e, consequentemente, ao aumento da longevidade.

Tais pesquisas indicam uma mudança significativa nos perfis sociais, pois os indivíduos estão ficando mais velhos e têm suas expectativas de vida aumentadas, fenômeno que atinge a todos os países, quer desenvolvidos, quer em desenvolvimento. Nesse sentido, o preocupante não é o processo de envelhecimento em si, mas as políticas públicas que perpassam essa temática e que demonstram não estarem preparadas para suportar um aumento desse grupo etário e, mais do que isso, não oferecem condições mínimas de sobrevivência com dignidade e respeito a esses indivíduos.

Inserida na problemática que o idoso enfrenta atualmente na sociedade, o Projeto Universidade Aberta à Terceira Idade (Unati) tem como intuito proporcionar condições para a integração social do participante, por meio do convívio no ambiente universitário. O projeto ganha força no interior na Unesp, fortalecendo as relações entre os docentes envolvidos na proposta, que constituem um grupo de trabalho para troca de experiências e estudos sobre o envelhecimento humano e o papel da UNATI na Unesp.

Assim é constituído o Núcleo Central Unati, vinculado à Pró-Reitoria de Extensão Universitária (regido pelas Portarias UNESP nº 191/2001 e nº 148/2006), como resultado do trabalho coletivo desenvolvido nas diferentes Unidades Universitárias da UNESP. As discussões do projeto começaram em 1993, com a implantação do Projeto Sênior e, em seguida, de forma progressiva, as UNATIs foram expandindo suas ações nas diferentes unidades universitárias da Unesp localizadas no Estado de São Paulo.

O projeto possibilita às pessoas que estão envelhecendo o acesso à Universidade Pública ao usufruírem do espaço educacional e cultural para a ampliação de conhecimento e de educação continuada. Além disso, oferece convivência social, troca de experiências de vida entre os participantes das UNATIs e a comunidade interna e externa à UNESP.

Em 2015, mediante a Portaria UNESP Nº 588, de 15 de dezembro de 2015, foi criado o Subprograma Educação de Jovens, Adultos e Terceira Idade, vinculado ao Programa Integração Social e Comunitária, da Pró-reitoria de Extensão Universitária para a execução das ações na Unesp.

As atividades do Núcleo Central UNATI Unesp estão respaldadas na extensão universitária, no ensino e na pesquisa distribuídas nos 21 núcleos locais nas diferentes Unidades Universitárias, assumindo características específicas em cada um desses campus. O foco do projeto nessas unidades está nas propostas elaboradas pelos coordenadores dos núcleos locais com base em informações, solicitações e demandas recebidas dos alunos das UNATIs e dos discentes e docentes envolvidos.

Para que os 5.283 alunos idosos sejam adequadamente atendidos, é fundamental o apoio recebido da Fundunesp.

Maria Cândida Del Masso é coordenadora da UNATI